Bem vindos à Copa do Mundo Real / Welcome to the Real World Cup 2014

Welcome to the Real World Cup 2014

Bem vindos à Copa do Mundo Real

 

Fonte: http://realworldcup.tumblr.com/

Dia Internacional das/os Ambulantes – Carta aberta à sociedade

Comissão Nacional de Ambulantes - Carta aberta à sociedade

Dia internacional das/os vendedoras/as ambulantes

14 de Novembro de 2013

Trabalhadores(as) ambulantes também possuem direito ao trabalho na cidade! Hoje, na Copa e sempre! A Comissão Nacional de Ambulantes, formada por representantes de diversos estados, juntamente com a StreetNet Internacional e o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos (CGGDH), envia carta aberta à sociedade para comemorar o Dia Internacional da/o Vendedor/a Ambulante, demarcando a luta por reconhecimento social e pelo direito ao trabalho.

A Comissão Nacional de Ambulantes vem se reunindo desde 2011 com o apoio da StreetNet e do CGGDH, com o intuito de criar uma força nacional capaz de resistir aos processos excludentes que vêm ocorrendo nas cidades e que são intensificados com a proximidade da Copa do Mundo da FIFA. Celebrando o dia em que ambulantes do mundo inteiro vão às ruas para festejar uma das profissões mais antigas do mundo, a Comissão Nacional de Ambulantes solta a voz para exigir reconhecimento e garantia do direito ao trabalho.

A carta coloca: “Nossa escolha pelo trabalho ambulante representa, muitas vezes, uma oportunidade aberta para a manutenção de nossos lares, para o pagamento da alimentação de nossa família, dos serviços de água, luz e telefone que abastecem nossas casas, do custeio da educação de nossos filhos, do pagamento do aluguel ou da prestação de nossas casas, entre tantos outros direitos que efetivamos com o suor de nosso trabalho nas ruas. Se o trabalho deve dar dignidade ao ser humano, por que não podemos garanti-lo no comércio de rua?”

Para a comissão, o dia 14 de novembro é importante para demarcar a “busca de conquistas e denunciar a opressão provocada pelos grandes grupos econômicos e pelos governantes. Ainda estamos sedentos de direitos e de regulamentação que reafirme o papel social do trabalhador ambulante ao invés de criminalizá-lo e reprimi-lo. Em uma sociedade absurdamente desigual e sem emprego para todos, reprimir trabalhadores ambulantes é tão contraditório quanto manter as grandes fortunas imunes de tributação.”

A carta ainda denuncia “Estamos enfrentando dificuldades para garantir o direito ao trabalho principalmente nas cidades que sediarão a Copa do mundo da FIFA de 2014. Muitas das capitais que receberão os jogos vêm realizando um processo de “higienização” urbana, que tira das áreas de interesse turístico e econômico das cidades tudo o que lembre a pobreza. Milhares de ambulantes vêm sendo removidos das ruas como obstáculos para a paisagem, sem ter nenhuma garantia assegurada e nem mesmo espaço de negociação com o poder público. Somos trabalhadores(as) dignos(as), temos nosso meio de sobrevivência arrancados de nós e ainda somos tratados como criminosos”.

E sob a ameaça de que durante a Copa serão proibidos de trabalhar propõem: “Seria justo que o poder público se responsabilizasse em garantir o sustento das famílias afetadas por essa restrição, abrindo outras frentes de trabalho, como áreas com telões, evitando assim que trabalhadores ambulantes, impedidos de trabalhar, sejam colocados em situação de alto risco social, e também para que a festa seja verdadeiramente para todos. O que não admitimos é sermos excluídos e ainda ignorados, veementemente desrespeitados enquanto cidadãos trabalhadores que somos.

A carta é concluída com a afirmação de que os(as) ambulantes são trabalhadores e também têm direito à cidade, e avisa que a categoria está se organizando e lutará até o fim pelo direito ao trabalho.

Para mais informações, entre em contato com: Maíra Villas-Bôas Vannuchi, StreetNet International - Organizadora da Campanha Cidades para Todos e Todas, Brasil: mairavannuchi@gmail.com Tel: 55 21 84668586 / 35927901

 Carta aberta à sociedade – DIA INTERNACIONAL DO(A) AMBULANTE – 14 DE NOVEMBRO

Trabalhadores(as) ambulantes também possuem direito ao trabalho na cidade!!

Nós trabalhadores(as) ambulantes existentes nos centros urbanos de centenas de cidades brasileiras, conscientes da dignidade de nosso trabalho e de sua importância para o sustento de nossas famílias, apresentamos a presente CARTA ABERTA à toda a sociedade para comemorar, neste dia 14 de novembro de 2013, o dia internacional do trabalhador ambulante. Escrevemos também para denunciar as violações que vêm ocorrendo em diversas cidades em nome da Copa do mundo de 2014.

Sabemos que nossa atividade é importante para a economia, especialmente para proporcionar o acesso aos diversos bens e produtos produzidos na sociedade como, por exemplo, chapéus, roupas, sapatos, eletrônicos, utensílios domésticos, material de informática, bijuterias, alimentação, bebidas, doces, salgados, acessórios masculinos e femininos, bilhetes de ônibus, entre outros milhares de produtos consumidos diariamente pela população brasileira de todas as faixas econômicas, raça, credo e origem. Quem nunca comprou algum produto com um ambulante que atire a primeira pedra!!

Nossa escolha pelo trabalho ambulante representa, muitas vezes, uma oportunidade aberta para a manutenção de nossos lares, para o pagamento da alimentação de nossa família, dos serviços de água, luz e telefone que abastecem nossas casas, do custeio da educação de nossos filhos, do pagamento do aluguel ou da prestação de nossas casas, entre tantos outros direitos que efetivamos com o suor de nosso trabalho nas ruas. Se o trabalho deve dar dignidade ao ser humano, por que não podemos garanti-lo no comércio de rua?

Também estamos nas ruas, pois nela não há os portões das fábricas ou as cercas das fazendas para privatizar os meios de subsistência barrando nossa passagem em busca de sobrevivência nos centros urbanos ou quando lutamos para garantir o futuro de nossas famílias. O comércio realizado nas ruas é uma atividade histórica. Acreditamos que o espaço público é um espaço eminentemente de trocas: trocas de mercadorias, trocas de informação, trocas de conhecimento, trocas de experiências de vida, trocas pessoais e coletivas, trocas de valores, entre outras.

Queremos transformar este dia nosso em um dia marcado pela busca de conquistas e contra a opressão provocada pelos grandes grupos econômicos e pelos governantes. Ainda estamos sedentos de direitos e de regulamentação que reafirme o papel social do trabalhador ambulante ao invés de criminalizá-lo e reprimi-lo. Em uma sociedade absurdamente desigual e sem emprego para todos, reprimir trabalhadores ambulantes é tão contraditório quanto manter as grandes fortunas imunes de tributação.

Estamos enfrentando dificuldades para garantir o direito ao trabalho principalmente nas cidades que sediarão a Copa do mundo da FIFA de 2014. Muitas das capitais que receberão os jogos vêm realizando um processo de “higienização” urbana, que tira das áreas de interesse turístico e econômico das cidades tudo o que lembre a pobreza. Milhares de ambulantes vêm sendo removidos das ruas como obstáculos para a paisagem, sem ter nenhuma garantia assegurada e nem mesmo espaço de negociação com o poder público. Somos trabalhadores(as) dignos(as), temos nosso meio de sobrevivência arrancados de nós e ainda somos tratados como criminosos.

Além disso, existe o anúncio de que durante a Copa ninguém trabalhará nas áreas reservadas para a FIFA. Seria justo que o poder público se responsabilizasse em garantir o sustento das famílias afetadas por essa restrição, abrindo outras frentes de trabalho, como áreas com telões, evitando assim que trabalhadores ambulantes, impedidos de trabalhar, sejam colocados em situação de alto risco social, e também para que a festa seja verdadeiramente para todos. O que não admitimos é sermos excluídos e ainda ignorados, veementemente desrespeitados enquanto cidadãos trabalhadores que somos.

Também reafirmamos o que vem sido reivindicado nos espaços políticos de Direitos Humanos:

- Nosso repúdio às políticas de gestão das cidades baseadas no modelo de cidade-empresa, caracterizada pela apropriação dos recursos públicos por poucos grupos privados, pela criminalização da pobreza, por processos de remoção, e pela redução da cidade a sua faceta de exportação.

- Que os governos federal, estadual e municipal promovam a integração progressiva do comércio informal que realizam as pessoas com pouca renda ou desempregadas, evitando a eliminação e disposição de espaços para o exercício de políticas adequadas para sua incorporação na economia urbana.

- Que as políticas de gestão urbanística e social das cidades necessariamente atendam, prioritariamente, às demandas sociais locais, e não a projetos estruturantes de megaeventos e grandes empreendimentos.

- Que sejam adotadas medidas que garantam que as pessoas que trabalham como vendedores ambulantes não sejam submetidas a hostilidades, incluindo penalizações por razões relativas à organização de megaeventos esportivos e megaempreendimentos.

 Somos trabalhadores no comércio ambulante e também temos direito à cidade!

 Estamos nos organizando e lutaremos até o fim pelo direito ao trabalho!

 Viva o(a) ambulante, o(a) camelô, o(a) barraqueira(a), o(a) feirante e todos(as) os(as) vendedores(as) de rua!

Viva o dia 14 de novembro!

Comissão Nacional de Vendedores(as) Ambulantes

 ABAEM – BELO HORIZONTE Associação dos Barraqueiros da Área Externa do Mineirão

AEFO – RIO DE JANEIRO Associação de Expositores das Feirartes e Outros

APROVACE – FORTALEZA Associação Profissional do Comércio de Vendedores Ambulantes do Estado do Ceará

ASFERAP – PORTO ALEGRE Associação Feira Rua da Praia

ASFAERP – SALVADOR Associação dos Feirantes e Ambulantes da região metropolitana de Salvador

ASSOCIAÇÃOAMBULANTES DO GASÔMETRO – PORTO ALEGRE

FÓRUM DOS AMBULANTES DE SÃO PAULO

SINCOVAM-MANAUS Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus

MUCA – RIO DE JANEIRO Movimento Unido dos Camelôs

SINDFEIRAS – MANAUS Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus

CENTRO GASPAR GARCIA DE DIREITOS HUMANOS

STREETNET INTERNATIONAL

Depois de mais de três meses, Prefeitura oficializa GT dos Ambulantes

 
04/09/2013
 
Do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
 
 
A Secretaria da Coordenação das Subprefeituras publicou nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial portaria que oficializa o GT (Grupo de Trabalho) dos Ambulantes como o espaço para se elaborar o plano municipal do comércio ambulante. A portaria é publicada mais de três meses após a primeira reunião do GT, que já vem se reunindo com periodicidade.
 
Entre outras coisas, a portaria estabelece que o GT deve ser composto por seis representantes do comércio ambulantes, seis da sociedade civil e mais 12 do poder público. Também define que a Câmara Municipal e a Defensoria Pública terão assentos nas reuniões, e que a coordenação do GT será de responsabilidade da Secretaria da Coordenação das Subprefeituras. A portaria determina ainda que o prazo para a conclusão das atividades é de 90 dias a partir da data de publicação.
 
A condução do GT dos Ambulantes por parte do poder público tem sido amplamente criticada por entidades que representam os ambulantes e a sociedade civil. Os críticos argumentam que a Prefeitura não tem tratado a questão com a devida prioridade. “A Prefeitura parece ter vontade de tudo, menos de resolver a questão de vocês”, disse Fernando Teixeira, advogado ligado ao Sinpesp (Sindicato dos Permissionários do Estado de São Paulo) em audiência pública para tratar do comércio ambulante em São Paulo, realizada na Câmara no último dia 23.
 
“Até agora as coisas no GT dos Ambulantes estão andando muito devagar. Vai precisar de muita pressão dos ambulantes para começar a caminhar”, disse Luciana Itikawa, do Centro Gaspar Garcia, que também participou da audiência pública.
De acordo com decisão judicial expedida em maio, a Prefeitura tem até novembro para apresentar um plano municipal que deve estabelecer as diretrizes para organização do comércio ambulante na cidade.

Camelôs pretendem organizar fórum de debates em Manaus

Presidente do Sincovam propõe criação de calçadões exclusivos e feiras itinerantes em Manaus

Fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/maanus-amazoans-amazonia-Camelos-sugerem-ideias-economia_0_875312462.html

Manaus, 02 de Março de 2013
ADAN GARANTIZADO

A ideia é retirar os vendedores que estão espalhados pelas calçadas e concentrá-los em dois ou três pontos no Centro

O Centro de Manaus é ocupado por mais de 2,5 mil camelôs e ambulantes(Alexandre Fonseca)

Os ambulantes são uma das questões mais espinhosas no processo de reorganização do Centro da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Nos últimos anos, foram especulados diversos projetos e o camelódromo até começou a ser construído. Mas desde que a obra foi embargada, pouca coisa efetiva aconteceu. Enquanto isso, o número de camelôs cresceu e andar pelas calçadas e vias do Centro se tornou uma tarefa complicada.

Os vendedores, por sua vez, alegam que não são contrários ao reordenamento e que estão sendo excluídos da Copa do Mundo. Por conta disso, eles pretendem organizar um fórum de debates, ainda no primeiro semestre, para tentar encontrar uma solução junto ao poder público e empresários. “Uma das opções que a gente deseja apresentar é a da criação de calçadões exclusivos em ruas como a Marcílio Dias, Dr. Moreira, Guilherme Moreira e Henrique Martins. Dá para colocar todo mundo ali em ordem. Na Bahia, existem 15 ruas do Centro que abrigam os camelôs. Em São Paulo, a 25 de março também é assim. Isso seria uma opção temporária enquanto o shopping popular é construído”, explicou Raimundo Sena, presidente do Sindicato de Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam).

Existem cerca de 2,5 mil camelôs na região central de Manaus. Outra ideia dos ambulantes é de que seja criada uma espécie de feira itinerante nas proximidades da Arena da Amazônia. “Queremos em uma Copa para todos. O ambulante está sempre nos eventos na cidade. Multinacionais de bebidas lucram com a gente e desta vez, como não vamos poder chegar perto do estádio, poderíamos ter essas feiras para vender os produtos e assistir aos jogos em telões”, propôs Raimundo. A reportagem tentou contato com Rafael Assayag, secretário municipal para requalificação do Centro, mas não obteve retorno.

Choque de ordem em Niterói chega ao comércio ambulante

Entre a série de ações de ordem urbana iniciadas pela Prefeitura, está o recadastramento dos camelôs e a ampliação do programa Calçada Livre até a Zona Norte

A série de ações de ordem urbana iniciadas pela Prefeitura vai incluir o recadastramento de todos os vendedores ambulantes. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Ordem Pública, coronel Marcus Jardim. O processo deverá começar em abril, mas ainda não há uma data definida pela Prefeitura. Os ambulantes vão ocupar as ruas Coronel Gomes Machado, Jardim São João, São Pedro e São João. De acordo com o secretário, as novas barracas serão padronizadas. A cor e as dimensões das novas barracas ainda serão definidas pela Secretaria de Urbanismo.

“Vou começar esse cadastramento antes dos 100 dias (de governo). Nós teremos alguns critérios. As prioridades serão para deficientes físicos, visuais, pessoas idosas, viúvas, pessoas que trabalham há vários anos e moradores de Niterói. Isso tudo terá uma pontuação”, afirmou Marcus Jardim.

A Secretaria de Segurança ainda não sabe o número de vendedores ambulantes que atuam nas ruas do Centro. Segundo Jardim, um levantamento ainda está sendo feito, pois praticamente nenhum barraqueiro está legalizado. O número de permissões autorizadas durante o recadastramento também ainda não foi calculado.

“É difícil encontrar um ambulante que esteja legal. Tem que se partir do zero para recadastrar. O número de ambulantes irá diminuir. Temos que fazer um estudo da quantidade de ambulantes e o espaço que existe nestas ruas”, disse Jardim.

Dentro dos padrões, o secretário adiantou que será proibido o armazenamento de materiais na parte superior das barracas e que o ambulante terá que detalhar todos os produtos que serão comercializados. Itens sem procedência serão apreendidos. Também não será permitida a venda de produtos semelhantes aos oferecidos pelos comerciantes das lojas.

“Produtos que já são vendidos pelos estabelecimentos locais não podem ser oferecidos pelos ambulantes. Com pode vender sapatos em frente a uma sapataria? O padrão também não permitirá acúmulo de material estocado no teto. Tem pessoas que usam suas barracas de forma absurdamente fora do padrão, com verdadeiros estoques e compartimentos superiores”, argumentou o secretário de Segurança.

Máfia

As primeiras ações da secretária revelaram que existe hoje no Centro da cidade uma verdadeira máfia das barracas. Segundo o secretário, são “verdadeiros empresários que possuem várias bancas sob sua tutela”. Marcus Jardim informou que, após o recadastramento, cada ambulante poderá possuir apenas uma licença.

“Essa tutela é uma manifestação de violência. Temos pessoas que ficam próximas e obrigam, quando a fiscalização chega, que o vendedor diga que é o dono da barraca. Então existe todo um emaranhado de coisas escusas. Pessoas que detêm grande quantidade de barracas voltarão a ter apenas uma. Tem empresário que é dono de loja e ao mesmo tempo de barraca”, revelou Marcus Jardim

‘Calçada Livre’ continua

O secretário de Segurança também confirmou que a Operação Calçada Livre será estendida a partir do dia 15 deste mês a mais três ruas de Icaraí: Tavares de Macedo, Mariz e Barros e Álvares de Azevedo. Segundo Jardim, após concluir a ação nas principais vias do bairro, o Calçada Livre deve seguir para outras regiões. Ele informou que o bairro do Fonseca é um dos favoritos a receber o programa.

“O prefeito é quem vai decidir. Uma demanda muito grande é em relação à rua São Januário. É uma rua tradicionalíssima do bairro do Fonseca onde nós tínhamos e ainda temos um emaranhado de ambulantes que atrapalham o ir e vir das pessoas, a subtração de energia elétrica, estacionamento irregular, alvarás de restaurantes, da exploração das calçadas porque as pessoas colocam mesas nas ruas”, completou.

O Calçada Livre já está implantado nas ruas Moreira César, Gavião Peixoto, Lopes Trovão, Otávio Carneiro e Presidente Backer. Desde o início da operação, 68 intimações foram emitidas pelo Departamento de Fiscalização e Posturas (DFP). Duas multas no valor de R$ 1.079 pelo não cumprimento e retirada de canteiro da rua,1.716 veículos foram notificados com base no CTB por agentes da Guarda Municipal; ocorreram ainda cinco apreensões de mercadorias, retiradas de ambulantes por situação irregular.

Concurso

Uma das promessas de campanha do prefeito Rodrigo Neves era de dobrar o efetivo da secretaria de Segurança. O órgão funciona com 378 agentes, sendo 47 mulheres. Marcus Jardim informou que espera realizar o primeiro concurso ainda este ano.

“Temos a expectativa de, no final do ano, ser lançado o primeiro edital de concurso público. Uma das prioridades também é a reciclagem do efetivo”, afirmou o secretário de Segurança, destacando que vai conceder aos servidores com mais de dez anos de serviço, seis meses de licença especial previstos na lei.

http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades/choque-de-ordem-em-niteroi-chega-ao-comercio-ambulante

O FLUMINENSE

Comércio se queixa de saída de camelô

15/06/2012

Fabiana Cambricoli
do Agora

Não foram apenas os vendedores ambulantes com permissões de trabalho cassadas que tiveram prejuízo ontem em São Miguel Paulista (zona leste).

Os lojistas da região também reclamaram de queda do movimento com a saída dos camelôs.

Passou a valer ontem a decisão da Justiça que cassou a liminar que permitia o trabalho de cerca de 2.000 ambulantes na cidade.

Eles tiveram suas autorizações de trabalho cassadas pela gestão Gilberto Kassab (PSD).

Ontem, em São Miguel, onde cerca de 250 ambulantes foram afetados pela cassação da permissão, só 61 barracas abriram.

Elas entraram com ação individual na Justiça e tinham autorização. Os demais ambulantes entraram com uma ação conjunta pela Defensoria Pública e estão proibidos de atuar.

http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u1105062.shtml

“Esse prefeito não gosta de pobre”, diz ambulante sobre Kassab

Em audiência pública, camelôs protestam contra portaria da prefeitura que revogou suas licenças de trabalho

Mario Henrique de Oliveira, do SPressoSP

Publicado em 13/06/2012

São Paulo – Desde o dia 19 de maio, os ambulantes estão com seus Termo de Permissão de Uso (TPUs) cassados. Na data, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), em decreto publicado no Diário Oficial, informou que os vendedores teriam 30 dias para deixar as ruas da capital. O motivo alegado era “desordem e insegurança”.

“O que esse prefeito alega para que tirem nossas permissões é que ele quer devolver as ruas limpas para população, logo o que dá para pensar com isso? Que ele nos considera como lixo”, indigna-se Zilda Rocci, ambulante que trabalha na região da Rua 25 de março. “Mas somos trabalhadores, pagamos impostos e temos que sustentar nossas famílias. Ele quer banir uma categoria que já existe há muito tempo”, diz ela. Segundo Zilda, os ambulantes vivem sob o “terrorismo da prefeitura”.

“Não somos funcionários da prefeitura. Muitos de nós são deficientes, idosos e que moram longe. A prefeitura quer multar quem não for um dia trabalhar. E se eu perder o dia por causa de uma greve no transporte, se eu ficar doente? Além disso dizem que o ambulante não pode sair da barraca em nenhum momento, das 9 horas às 18. Ou seja, não podemos nem ir ao banheiro”, conclui ela.

Na terça-feira (12), centenas de ambulantes foram à Câmara Municipal para participar de uma audiência pública que tratou do assunto. A presença da categoria, de todas as partes da cidade, foi tão grande que dois auditórios foram usados. Entre os comerciantes, havia um grande número de deficientes e idosos, todos com suas TPUs cassadas. Muitos ambulantes estão sem trabalhar ou apoiados em liminares da justiça.

“Dia 30 de março foi o último que eu trabalhei. Cassaram sem explicar nada. Tenho os documentos todos em dia, não devo nada”, diz Sebastião Cipriano da Cruz, que trabalha na região de Pinheiros e diz que todos os cerca de 260 ambulantes da área também tiveram suas permissões cassadas.

“Sou camelô desde 1977. Isso nunca aconteceu. Esse prefeito não gosta de pobre”, conta Darci Teixeira Guimarães, trabalhador da rua General Carneiro.  Já Francisco Xavier Lopes, do Brás, conta que “Kassab começou limpando todos os trabalhadores que não tinham TPU, depois, de repente, começou a perseguir os que estão em situação legal”. Ele conseguiu uma liminar na justiça e, por isso, continua trabalhando. “Minha TPU foi cassada em junho de 2011. Eles alegaram que na renovação nós não levamos todos documentos necessários, mas levamos sim, tenho tudo em ordem, até atestado de antecedente criminal da Polícia Federal que nunca foi pedido.”

Os ambulantes que ainda estão trabalhando reclamam principalmente da falta de certeza de que poderá ir trabalhar no dia seguinte. “Queremos saber como vamos ficar, não queremos nada mais do que trabalhar”, diz Regina de Souza Guimarães, de Perus, local onde havia cerca de 300 ambulantes e apenas seis continuam trabalhando amparados por uma liminar.

O presidente do Sindicato dos Permissionários em Pontos Fixos nas Vias e Logradouros Públicos do Município de São Paulo (Sinpesp), José Gomes da Silva, sintetizou o sentimento da categoria. “É um absurdo com tantos problemas que existem na cidade o prefeito se preocupar com pessoas que querem trabalhar”, diz ele.

Na audiência, a coordenadora do Projeto Trabalho Informal e Direito à Cidade, Luciana Itikawa, afirmou que a Defensoria Pública deverá entrar com um recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça, que cancelou a liminar da juíza Carmen Cristina Teijeiro e Oliveira, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que determinava a suspensão da cassação das licenças pela Prefeitura.

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, foi convidado para participar da audiência pública, mas não compareceu. Para o vereadoro José Américo (PT), a ausência foi “um desrespeito com o Legislativo”.  Ele ainda afirmou que a presença de um representante do Executivo era fundamental para buscar um entendimento e encontrar uma saída para esses trabalhadores.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2012/06/201cesse-prefeito-nao-gosta-de-pobre201d-diz-ambulante-sobre-kassab